O Clube do Crime das Quintas-feiras

Helloou!

Eu desapareço, surjo do nada, sumo de novo e retorno.. Tô um caso sério, né?!
Passei muito tempo sem ler ou assistir nada novo, quando retomei, não tinha muita vontade de escrever sobre, ou melhor, até tinha, mas não tinha ânimo para isso. Ando meio “fora de mim” ainda. Nem meus recém descobertos amores (os jogos) andam me animando muito. Mas enfim…

Final das férias meio que pra enganar as dores de uma cirurgia de extração dentária (oh coisinha chata!), tentei me distrair com as minhas velhas paixões.. E.. não é que acabei fazendo até uma “limpa” em alguns atrasados. Quase me senti de volta ao normal, quase.
O livro que trago hoje é um dos muitos recebidos do clube da intrínsecos que andavam na pilha dos “atrasados”, mas que finalmente consegui tirá-lo de lá.

Esqueça os jovens detetives, esqueça os quase aposentados.. Pode focar logo nos que já “passaram da idade”. Nossos protagonistas são almas jovens em corpos na casa dos 60 a 80 anos, moradores de um mesmo retiro de aposentados.

Partiu?!

Nas quintas o grupo de debate sobre ópera japonesa se reúne no retiro dos idosos, mas não é bem isso que acontece de fato nessas reuniões. Elizabeth, Joyce, Ibrahim e Ron usam seu tempo para debater sobre casos policiais antigos e sem solução, confiantes de que podem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado.

Com todos os integrantes acima dos setenta anos, o Clube do Crime das Quintas-Feiras não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e Elizabeth… bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não eram nenhuma novidade para ela.

Quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes – além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que, apesar de todos os esforços, parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores – , os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos, e saber demais pode trazer consequências perigosas. 

A narrativa: é dividida entre o diário que a nova integrante do grupo, Joyce, começa a escrever e outros pontos de vistas de personagens na história. Nada muito confuso, pelo contrário. As narrativas se entrelaçam de maneira formidável.

Os “detetives”: nossos detetives não convencionais são quatro moradores do retiro de idosos, acostumados com seus trabalhos de uma vida e agora, com bastante tempo livre em mãos. Por mais diferentes que sejam, todos querem a mesma coisa, descobrir a verdade.

A polícia: Donna é uma policial que ainda não conseguiu investigar alguma coisa de fato, ela acabou de ser transferida, e por mais que deseje mais, ainda está na “zona do cafezinho” ou incumbida de ir até o retiro dos idosos falar das normas de seguranças. Para a felicidade dela e dos 4 integrantes do clube é graças a isso que a mulher tem a chance de participar de um caso de verdade, claro, se ela levar alguns pontos em consideração.

Chris é o detetive chefe da operação, o cabeça da investigação atual, e nem imaginava que seria levado a ter que aceitar a “novata” no caso. Bem, ele nem imaginava que precisava tomar cuidado com os quatro aposentados do retiro pra começo de conversa. E como ele acabou descobrindo, é bastante difícil dizer “não” para esse grupo.

O crime: O tal empreiteiro tinha uma parceria com o dono do retiro, acabou sendo substituído e no mesmo dia, morto. Parece bem óbvio quem seria o principal suspeito, não é?!

Nada é o que parece ser!

Essa frase resume bem o livro. Pegue 4 idosos que no normal apenas se espera que vivam o resto de seus dias em paz, e… não é isso que eles fazem. Pelo contrário, se metem numa investigação policial em andamento. A vítima não era a melhor das pessoas e nem tão inocente, ainda assim, acabou com a cabeça no chão de sua cozinha. O dono do retiro deveria pensar em seus inquilinos, ou fingir um pouco melhor, pelo menos… Um padre que não é padre. Um boxeador que não é, bem, ele é.. apenas aposentado e um pouco esquecido.

Quando você acha que está começando a juntar as peças, mais informações surgem dos esqueletos escondidos no cemitério no topo do retiro. Uma bagunça atrás da outra, mas se o clube não está disposto a sair do caso, por que nós iríamos desistir de segui-los, não é?!

Nada como um bom livre de investigação para me devolver nos últimos dias de férias um pouco de empolgação! Um bom crime, uma boa dose de suspeitos, uma boa confusão, claro que eu não contava com os detetives, ou melhor, não imaginava a idade dos “detetives” em questão, mas… Meros detalhes.

Uma surpresinha maravilhosa e já estou suuper empolgada em saber que a Intrínseca lançará o segundo volume aqui no Brasil. Mal posso esperar para encontrar esses idosinhos de novo!

Obs.: A minha edição é a de capa dura laranjinha (vê lá em cima na foto) do Clube Intrínsecos que só pode ter quem for assinante do mesmo. Porém, a editora Intrínseca já lançou a versão normal do livro nas lojas (segunda imagem da foto de cima também).

Vou tentar não abandonar vocês demais dessa vez..
E até a próxima!
bye bye

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