Em Águas Profundas

Bonan Tagan!

Até que conseguir diminuir a minha pilha de livros atrasados no mês passado, um feito e tanto, diga-se de passagem. hahaha Esse livro aqui, recebi junto com o livro de Dezembro, se não me engano, do club intrínsecos, e por ser mais fino que o que veio junto, comecei a leitura por ele.
Tinha uma pequena noção do enredo do livro, mas não cheguei a ler a sinopse de fato, como disse antes, estou tentando evitar fazer isso… (foca no “tentando” hahaha) De qualquer maneira, pensei que o livro ia em uma direção, e acabou indo em outra… Não exatamente surpreendente ou ruim, só não esperava, já que não li a sinopse. O fato é que eu torci loucamente pro assassino!! (não vou mentir!)

Título Original: Deep Water
Duo | Tri | Série | Saga: –x–
Autor (a): Patricia Highsmith
Editora: Intrínseca
Gênero: ficção + suspense + crime
Tipo: livro físico
Lido em: 13/01/2021

Vic e Melinda estão longe de ser um casal feliz ― seu casamento é mantido por um acordo nada convencional: Melinda pode ter quantos amantes quiser contanto que não arraste os dois e a filha para o caos de um divórcio. Tudo parece bem, mas, com o passar do tempo, Vic começa a se incomodar com os homens escolhidos pela esposa e adota uma estratégia inusitada para afugentá-los, assumindo a autoria do assassinato de um deles. Só que a notícia se espalha por toda a cidade do interior dos Estados Unidos e o antes cidadão-modelo, benfeitor, marido mais do que tolerante e empreendedor abnegado vira alvo da maledicência de todos.

Tudo levava a crer que a vida voltaria ao normal quando o verdadeiro assassino é descoberto, mas a revelação da mentira de Vic é o estopim de uma reviravolta nas convicções do próprio e nas relações que mantém com a comunidade, com os amigos e com Melinda e seus vários amantes. O que se cria é uma trama intrincada, repleta de segredos, manipulação psicológica e sangue.

Em águas profundas tem a marca registrada de Patricia Highsmith: explora os abismos mais sombrios da psique humana e lança luz para o fato de que sob a superfície das personalidades mais pacatas e exemplares podem se esconder as mais sórdidas psicopatias. 

No Geral:

  • Estou tentando entender até hoje porque raios o Vic não se divorciou da mulher e pronto!
    Fracamente a mulher não tava nem aí pra ele ou pra filha deles; eles ficavam nessa “rede de fingimentos” que na verdade não era segredo pra ninguém (só para os amantes dela); a única conclusão que cheguei foi que ele era comodista ou masoquista mesmo… affs!!
  • Por alguns instantes achei que o Vic iria ser um estilo de “Psicopata Americano” que jura que cometeu os crimes todos, mas tudo rolou na mente do cara…
  • Toda a família precisava de uma boa terapia: a mulher que enchia a casa de amantes; o marido que “aceitava de boas”, mas imaginava matar os caras ao invés de se divorciar da mulher; e a filha que torcia empolgadamente para que o pai fosse de fato o assassino.
  • Sim, torci pra ele o livro todo… E esperei que ele matasse a Melinda de uma vez… E ainda saísse livre na história…
  • O que começou como uma “piada” se tornou real, já que em seus pensamentos e lógica deturpados, Vic, acabou encontrando sua “paz” ao se tornar aquilo que fingiu ser… Uma pena que ele vai ficar na cadeia, enquanto a mulher vai torrar a grana dele, continuar com os mil amantes e não ligar a mínima para a filha deles ¬¬
  • Esse foi o primeiro – que eu lembre – livro dessa autora que eu li. Gostei bastante da maneira que ela traçou o psicológico do Vic do inicio ao fim. Indo de uma brincadeira ou piada, cheia de ironias, quase nos levando a crer que ele não teria coragem de levar adiante… Para o que ele se tornou de fato.
  • Claramente ele não gostava mais da mulher, vivia um casamento de faixada, mas ao invés de escolher a opção fácil (divórcio), preferiu a mentira e toda a teia de aranha no qual se enrolou… Ciúme é uma coisa estranha. Ou melhor, a mente humana é um “mundo” estranho.
  • Gostei da amizade do Vic com o Horace.. E de como todos os amigos dele sabiam a verdade, mas tentavam ao máximo não se meter por respeito à ele.
  • Gostava da relação dele com a filha, Trixie, ao mesmo tempo que sentia pena da menina por ter que ver aquela “fila de homens” que a mãe trazia pra casa e agia como se fosse normal.
  • Não gostei da personagem da Melinda… Talvez pela “falta” de respeito que ela tinha com a própria filha (nem falo do Vic, pq ele aceitou a situação que se meteu). Peguei mais ranço pela forma que ela tratava a menina, ou melhor, não ligava pra criança. Me pareceu uma personagem fútil, egocêntrica e egoísta, que visava apenas a si própria, seus amantes e gastar o dinheiro do marido.
  • Enfim, se você curte um suspense com cara de “Psicopata Americano”, alguns crimes e um bom desenrolar da psique humana.. Eis o seu livro!

Gis la revido! ^^

2 comentários sobre “Em Águas Profundas

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