Modo Automático

“(…) Daí você está numa conversa descontraída e é atingida pelo baque de uma notícia péssima… Flashbacks de um ano inteiro invadem sua cabeça em um pequeno instante de segundos, todos referentes àquela mesma notícia. Se diferenciando apenas no ponto que aquelas outras pessoas, um dia, as conheci… E essa de agora não. ‘Faz diferença?‘ me perguntam no silêncio, e digo que não. E a foto vem, as lágrimas também… É possível chorar por alguém que nunca nem chegou a conhecer?!

Bom, é possível chorar por personagens fictícios, porquê não?! Não costumo chorar, àqueles que me conhecem sabem muito bem. Secam minhas lágrimas e por um instante, tudo se vai… Não há mais sons e parece que não estou mais aqui. ‘Ela está bem, diga à ele.‘ E do mesmo jeito que tudo se foi, tudo volta… Estou novamente na frente do meu computador, olhando para uma tela escura. Olho a foto que recebei e sei exatamente onde ela está… Lembro-me dos outros que vieram antes, os que conheci, e se foram.”

“Passo um tempo sem escrever, não porque não tenho o que dizer, mas pelas palavras se acumularem rápido demais na minha mente e fico sem conseguir organizá-las de uma maneira que outras pessoas além de mim mesma as compreenda. Quando me afogo nessa imensidão, meu cérebro move uma ‘chave‘ e liga no que gosto de chamar do seu ‘modo automático do inglês‘. Quem nunca brigou consigo mesmo em outro idioma não sabe o que é ‘ser doido‘ ou ‘ter múltiplas personalidadeshahaha #brinks

Mas creio que me acostumei a esse ‘modo’ no período que aprendia esse outro idioma, e continuei nele, pelo simples fato que aqueles ao meu redor, não o compreendiam. De certa forma, virou minha válvula de ‘scape‘. O problema é que quando estou imersa demais em mim mesma, o inglês surge, e nem sempre em bons momentos, por conta disso… Sem querer assusto alguém que não era minha intensão assustar. Às vezes, esse modo toma conta sem eu notar – coisa de doido, eu sei.. – de loucura, estou começando a entender, e quando menos espero, já as escrevi…

São como um desabafo com destinatários, mas que ao mesmo tempo, espero que não sejam compreendidas, e em alguns momentos quero que sejam. Entenderam?! Nem eu. Eu disse, de loucura, já estou começando a entender. É aquela velha história do: ‘se viu e entendeu, ok; se viu e não entendeu, ok; mas se não vi e continuou sem saber, ok também’. Há detalhes que sei e às vezes quero fingir que não existem, há verdades que quero ignorar… Mesmo sabendo que não devo, mesmo sabendo que não depende de mim. Mesmo sabendo que alguns ‘destinos‘ são extremamente teimosos, de cabeça feita e que fazem o completo oposto daquilo que costumo lhes falar.

E me perguntam, ‘então por que você continua falando?
Quando estou no ‘controle’, aprendi a manter minha boca fechada e meus sentimentos guardados, selados em algum lugar dentro de mim, que muitas vezes esqueço que os possuo. Ignoro-os e assim, se manterão a salvo de mim mesma e das verdades que finjo não ver. Como disse, o problema surge quando o modo automático ganha espaço… Por sorte, na maioria das vezes, as palavras apena se perdem numa vastidão de outras milhares entre as redes sociais existentes. E aí me vem aquele pensamento de louco: ‘a mensagem foi recebida e entendida? eu quero que ela seja entendida?

por que eu continuo falando?’
Pra tirar de dentro de mim. Essa imensidão escondida precisa sair para passear em alguns momentos, dar uma folga para minha cabeça, me esvaziar… Depois ela retorna ao seu lugar e finge que aquilo tudo nunca existiu. E alguns textos que escrevo são assim, aleatórios que parecem não ter significado algum… Porém, chegam em algumas pessoas, e podem causar uma certa explosão… No entanto, nem sempre era o intuito.
Palavras vem e vão, quase sempre transbordam… E necessito vir aqui desabafar sobre tudo e nada, sem esperar que alguém entenda ou na esperança que ninguém, de fato, as compreenda.
Loucos se entendem‘, é o que dizem. Sinceramente, é nesses momentos que espero que os loucos estejam só dormindo.”

Um comentário sobre “Modo Automático

  1. Quando estou no ‘controle’, aprendi a manter minha boca fechada e meus sentimentos guardados, selados em algum lugar dentro de mim, que muitas vezes esqueço que os possuo
    Queria que esse controle fosse focar em dizer algo pra alguém. Não se restrinja tanto, mesmo sendo difícil. Aguentar sozinha deve ser muito mais doloroso.

    Curtido por 1 pessoa

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