Com outros olhos

Hellou Pessoas!

Não li nada e não vi nada, então, vamos para outro “momento aleatório pessoal“. Quase um ano de pandemia, chegou a eleição e tive que vir para o interior da minha família votar (Floresta/PE).

Fora a questão do vírus e ainda ter que esperar numa fila no calor, não estava muito animada para vir, ainda mais quando soube que ficaria de “castigo” por uma semana. Não estava muito animada, apesar de gostar da cidadezinha que passei a maior parte da minha vida.

Mas depois de tudo que aconteceu, estava com certo receio do que talvez tivesse que enfrentar. Enfim, faz sete dias que estou aqui… e até agora?!

Há alguns detalhes que ainda não me sinto confortável em expor aqui, mas pessoas próximas sabem muito bem… E talvez, por uma dessas questões, eu estivesse tão receosa inicialmente para voltar para cá. Tentei arrumar desculpas para evitar vir, mas acabei vindo do mesmo jeito por incentivo da minha terapeuta e de alguns amigos. E hoje, sete dias depois, vejo que foi um ótimo conselho.

Passam-se os anos, se a cidadezinha muda por que não mudamos também, né?! Digamos que fiquei um tanto “estagnada” com tudo que aconteceu e não pensei na possibilidade de eu mesma não ter mais os mesmos olhos e os mesmos pensamentos.

Em casa (Recife), passei a acordar de 5h30 todos os dias, aqui, quando minha mãe me chama para tomar o remédio de 8h, ainda estou no 15º sono… Não teve um dia se quer que acordei antes dele (do remédio), e estou achando ótimo, se querem saber. Acordar de 5h30 não é algo normal pra mim… Acordar de 8h – no meu “eu de antes” ainda é madrugada – mas esses dias já consigo ficar mais “acordada”.

Meus dramas estão no meu HD, livros é o que mais tem aqui no meu quarto do interior, mas não consegui chegar perto deles além do intuito de limpá-los. Parte do meu “tempo” foi ocupado por minha sobrinha de dois anos, minha princesinha que grudou em mim desde o primeiro dia e invade meu quarto com tanta autoridade que me vejo tendo flashbacks de fazer a mesma coisa com meu irmão.

À tarde, Sarah bate na minha porta dizendo “tia Anninha, é Sarah”, simplesmente entra, tira a sandália, se joga na minha cama, olha pra mim, e fala o desenho que quer ver. Isso não só porque meu quarto é o único com netflix no momento, mas porque gosto de brincar com ela e ela sabe, que mesmo que “tia Anninha” esteja no computador, se ela falar qualquer coisa, a tia tá ouvindo… Conversa sobre o desenho e ainda canta as musiquinhas junto.

Quando não são os desenhos, estamos na piscina… Depois voltamos a programação dos desenhos e brinquedos espalhados pelo quarto da tia. Uma bagunça de “outro” que não me importo em ver no meu quarto. Ai de quem bagunça meu quarto, mas Sarah, pode… Sarah pode tudo. Minha princesinha arruma e bagunça a tarde inteira, ri e canta… Chega até a gargalhar com as besteiras que vê na tv.

Quando não é Sarah é Aya (a chowchow), mamis não tem força pra lidar com ela… Então, passear com ela virou meu dever. Saímos 3x ao dia: pela manhã após o café, após o almoço e antes de dormir. 3 horários diferentes, numa cidade que você conhece desde criança, e todos os dias parecem iguais… Mas como meus “novos” olhos. Todos os pequenos detalhes são notados, todos os dias são diferentes. Tudo é novo, estamos no presente do hoje.

Pela manhã, tudo depende do sol – nem ela e nem eu gostamos muito dele – os caminhos são mudados, dos lados da rua à direções. Ou vamos pela praça ou pelas calçadas, na direção da igreja ou da padaria… Nos tamarindos antigos, os pássaros cantam, e nem eles, são os mesmos de ontem. No almoço, o sol tá infernal… Mal andamos três minutos – por escolha dela – só faz o que tem que fazer e corre de volta pra casa.

À noite, essa é nossa… as “caminhadas” demoram mais. Na quadra, ou os garotos jogam futebol, ou as meninas invadem pra jogar volei. O sol não incomoda mais, os pássaros dormem, o vento dá as caras e é mais fresco. Há pessoas nas ruas, e alguns se arriscam nas calçadas, parece que não existe “corvid” se não fossem as máscaras presas sobre as bocas. É uma mistura de nostalgia e “novos ares”.

Vamos as observações aleatórias:
– Viva o presente, esteja no presente;
– Você não é o mesmo de ontem e jamais será o mesmo de amanhã;
– Não tente mudar o que não está ao seu alcance – serve para coisas e principalmente, pessoas;
– O silêncio não é ruim e o “barulho” também não;
– Posso gostar de ser “solitária” na companhia de pessoas – sim, é estranho, mas é possível;
– Assim como posso “estar presente” mesmo sem falar nada;
– Aprenda a dizer “não” quando você quer mesmo dizer “não”;
– Não diga “sim” ou “pode ser” se você não quer mesmo isso;
– Ouça músicas em volume alto, cante ou dance junto;
– Contemple uma paisagem, mesmo que seja algo que você “sempre viu”, acredite, será diferente, nenhum amanhecer é igual;
– Nem tudo precisa ir parar na “mídia”, às vezes basta você sentir ou viver aquilo;
– Faça algo que você goste, nem que seja, por alguns minutos… Faz toda diferença no seu dia;
– Abra seus armários, tire roupas velhas e coisas que não usa mais, doe… Disfarça-se do que não precisa e tenha apenas aquilo que você deseja;

E por hoje é só…
Até a próxima!
bye bye ^^

2 comentários sobre “Com outros olhos

  1. Enxergar a vida com outros olhos super importante!
    Essa vida de tia…sei bem como é! Hahaha aproveite essa fase ❤️ Depois eles crescem e a gente fica com saudades!
    Falando em saudades, quero te ver amiiiiiii!

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  2. Gosto desse novo olhar que tem adotado, tanta coisa nessa vida que deixamos de ver simplesmente porque não nos deixamos aproveitar…Posso gostar de ser “solitária” na companhia de pessoas – sim, é estranho, mas é possível: até parece que fui eu quem escreveu a frase!
    Sobre Sarah: não tem remédio melhor que a companhia dos nossos sobrinhos né? Nosso dia passa cheio de amor.

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